O território do concelho do Montijo localiza-se na margem sul do rio Tejo. É um dos concelhos que integra a NUTS III Península de Setúbal e faz parte da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

A delimitação administrativa do Montijo é constituída por dois territórios separados geograficamente (Figura 1) por cerca de 35 km, situando-se a União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro na zona oeste do concelho, da qual fazem ainda parte mais duas freguesias.
 A superfície ocupada por esta freguesia é de 31,46 km2 (Gráfico 1), resultante da agregação das freguesias de Montijo e de Afonsoeiro, o que corresponde a cerca de 55% de toda superfície oeste do concelho.


Enquadramento do concelho do Montijo
Fonte: Realização própria com informação geográfica CAOP

Gráfico 1 – Superfície (km2) das unidades territoriais por localização geográfica, 2011
Fonte: Realização própria com dados do INE

A análise da população é um instrumento que nos permite compreender qual a evolução da população nos territórios, refletindo simultaneamente a atratividade dos mesmos.

O Gráfico 2 mostra-nos a tendência da população residente nas extintas freguesias de Montijo e de Afonsoeiro e, também, do concelho do Montijo nos três últimos anos censitários. 

Assim podemos, para além de outras conclusões, perceber que tendencialmente a evolução da população residente registou um crescimento positivo de 1991 para 2011 ,tanto nas freguesias como no concelho do Montijo, sendo este resultado mais significativo de 2001 para 2011, o que evidencia também a crescente atratividade das freguesias e do concelho.​


Gráfico 2 –  População resistente (Nº) por local de residência, 1991, 2001 e 2011
Fonte:  Realização própria com dados do INE

O Gráfico 2 mostra-nos a tendência da população residente nas extintas freguesias de Montijo e de Afonsoeiro e, também, do concelho do Montijo nos três últimos anos censitários. Assim, podemos para além de outras conclusões, perceber que tendencialmente a evolução da população residente registou um crescimento positivo de 1991 para 2011 tanto nas freguesias como no concelho do Montijo, sendo este resultado mais significativo de 2001 para 2011, o que evidencia também a crescente atratividade das freguesias e do concelho.


Gráfico 3 – Taxa de variação (%) da população residente no período de 1991 a 2011
Fonte: Realização própria com dados do INE

A taxa de variação da população residente (Gráfico 3) é mais significativa nas antigas freguesias (73,9 % e 49,5 %) face ao concelho (42,1), o que facilmente se explica pelo facto de serem duas freguesias urbanas, pela sua localização geográfica, entre outras. A união das freguesias (53,7) segue a mesma tendência, registando uma taxa de variação da população superior ao concelho.

Adotando como válidas algumas das explicações anteriores, podemos constatar que a população do concelho do Montijo se concentra predominantemente (72%) na União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro (Gráfico 4), residindo apenas 28% da população nas restantes 4 freguesias.



Gráfico 4 – População residente por local de residência, freguesias, 2011
Fonte: Realização própria com dados do INE

A concentração da população no território da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro também é visível através da Densidade da população (Gráfico 5), que é cerca de 8 vezes superior à Densidade da população no concelho (147 hab/km2), o que evidencia desde logo um considerável despovoamento nas restantes freguesias, com particular enfase nas freguesias rurais.


Gráfico 5 – Densidade da população (hab./km2), concelho do Montijo
União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, Montijo, Afonsoeiro, 2011
Fonte: Realização própria com dados do INE

A estrutura etária da população é um indicador de particular importância para se compreender a sua propensão para aumentar ou diminuir, a partir da sua tendência para o envelhecimento ou juventude.


Gráfico 6 – Estrutura etária da população, União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro
​​Fonte: Realização própria com dados do INE

A análise simples da estrutura etária da nossa freguesia contraria a realidade de Portugal no que se refere à natalidade, registando-se um aumento significativo deste indicador de 2001 para 2011 (Gráfico 6) na freguesia, que no entanto segue em linha com o país no que se refere à diminuição da mortalidade e ao aumento da esperança média de vida. 

Poderíamos, ainda, retirar um conjunto mais alargado de informação que, no entanto, pensamos ser mais adequado a outro tipo de abordagem.​